"Qual o simbolismo por detrás das velas, do bolo de anos e dos presentes? As velas simbolizam o tempo que passa, a vida e a morte (a chama da vida e o último sopro). O bolo provém de um antigo culto a Artemisa, deusa da Lua e da Fecundação, evocada pela forma redonda do bolo. O facto de o partilhar entre amigos simboliza uma união para afastar a morte. O presente, para além de ser encorajado pela sociedade de consumo, simboliza o primeiro objecto de amor perdido entre a mãe e o bebé quando é cortado o cordão umbilical. Todos estes rituais são importantes porque são eles que conferem ao aniversário uma dimensão simbólica, que veio substituir os rituais de passagem antigos."
Eis a técnica da espátula. Mais uma vez quando se começa a pintar parece que vai ficar um amontoado de manchas sem sentido mas gostei de utilizar esta técnica, em que o mais difícil é fazer os detalhes com espátula, e gostei do resultado final. Espero que gostem também :)
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
A Troca conta uma história passada nos anos 90 de Christine Collins, brilhantemente interpretada por Angelina Jolie, cujo filho Walter desapareceu. A incompetência, ambição e frieza da polícia conduz a que o seu filho raptado deixe de ser procurado após substituição por um miúdo que afirmava ser Walter Collins. Um crime chocante é o resultado do desaparecimento de 20 crianças. Este filme, que retrata uma época em que as mulheres ainda eram consideradas pelos homens seres inferiores, é um murro no estômago pois é baseado numa história real. Deixa-nos a pensar do que o ser humano é capaz de fazer aos seus.
E cá está a primeira pintura abstracta criada simplesmente através da definição de figuras geométricas e conferindo-lhes textura através da aplicação de massa.
Num episódio de "Anatomia de Grey", uma menina com cerca de 6 anos apresentava uma sintomatologia de ausência de dor física. Acaba-se por descobrir que a menina tinha graves lesões internas no corpo pois pedia aos seus amigos/colegas para lhe baterem, desafiando o impensável. Moral da história: passamos a vida a queixarmo-nos desta e da outra dor, mas a dor existe por alguma razão. A dor é um sinal que algo está errado e necessita de ser corrigido. A dor é como um sinal que nos indica o caminho a tomar.
Há anos que se ouve falar na crise, há tempo demais é verdade. Mas parece que agora é a sério e veio para ficar. Todos os dias se ouve nos noticiários empresas a despedir colaboradores, a falir e até países em bancarrota como a Islândia que se dizia que há um ano que era o melhor país do mundo para viver.
Pessoalmente, na busca de uma oportunidade de emprego mais promissora apercebo-me do quão má está a situação. As ofertas para recém-licenciados com experiência são um hábito, leia-se nas entrelinhas "pagamos pouco mas queremos pessoal qualificado com experiência". Entretanto, uma minoria de entre aqueles que trabalham para o Estado vê-se defrontada com a falta de reconhecimento pelo esforço investido durante anos para a prometida entrada nos quadros. Outros mantidos como bolseiros durante anos, para suprir funções permanentes, saliente-se que não é de todo suposto, resignam-se a executar todas e quaisquer tarefas para manter o seu emprego precário ... peço desculpa pelo engano, ser bolseiro nem sequer é considerado trabalho legalmente...
Nestas circunstâncias não é fácil manter a motivação e lidar com as negatividades que atravessam o caminho todos os dias. Resta pensar que pior é dificil e portanto as coisas só podem melhorar. Por outro lado, tendo a capacidade de ultrapassar esta fase então é possível atravessar qualquer outra fase.
Lei da Gravidade: Se conseguires manter a frieza quando todos à tua volta estão a perder a cabeça, provavelmente é porque não estás a perceber a gravidade da situação.
Para uma tela ainda em branco, foi esta a escolha para a preencher, uma bailarina. A técnica utilizada consiste na colagem de um recorte, neste caso a bailarina, em papel reciclado bem amachucado e posterior pintura, conferindo assim textura.
Proponho uma visita à montra da loja da Papelaria Fernandes do Cascaishopping onde esta e outras pinturas muito boas se encontram em exposição.
Num dia frio de Inverno, oiço a chuva lá fora embatendo contra a janela já preenchida de gotículas de água que se fundem e caminham juntas, descendo assim o vidro. O vento uiva como que pedindo para entrar. Passa a tempestade. Fica o frio e o verde das plantas transparecendo frescura. O ar inspirado parece mais leve e mais límpido.
Deixo aqui algumas fotos que constituem uma pequena amostra do actual Tróia Resort. A maior parte dos edifícios, tanto de habitação como de serviços, encontram-se ainda em construção mas de facto este investimento promete...
Eu precisava de ti Então esticava a mão Tentando alcançar-te... em vão. Outra mão se oferecia Mas era só a tua que eu desejava A tua mão confiante Que sempre chegava atrasada E eu tão feliz a agarrava. De tantas outras vezes esperar Como uma folha seca de outono, Ela enrolou E não se abriu mais para ti.
Um dia acordei... olhei e ambos estávamos diferentes. Eu já não era eu, E tu já não eras tu. O que nos unira desaparecera, Não fazia mais sentido, E cada um seguiu o seu caminho.
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou, Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí!
Ouvindo histórias contadas pelos nossos amigos reconhecemos os mesmos erros cometidos. Um das coisas que aprendi recentemente, por experiência própria, que é bem mais válida do que aquilo que conhecemos pelo que ouvimos e vemos acontecer com os outros, é que numa vida a dois para além de ser necessário uma amizade muito grande, que é a base da relação, é necessário haver um respeito muito grande pelos sentimentos da outra pessoa, dos seus ideais e dos seus interesses, nomeadamente o trabalho. Contava-me a professora de pintura que tinha oferecido um quadro da sua autoria ao marido cujo trabalho nada tinha que ver com arte. Um dia o quadro, que estava pendurado, caiu no chão e aí permaneceu durante dias e dias... Tempos mais tarde, de regresso a casa depois de uma excursão com outros artistas, as emoções vieram ao de cima e percebeu que a arte era algo de que não podia abdicar. Foi assim que reconheceu que aquela não era a pessoa certa para si apesar de gostar muito dela.